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Impressões digitais

 


 "Um ano após as últimas legislativas, socialistas lideram com 33,4% das intenções de voto. Coligação de Governo cai para terceiro lugar, com 23,2%, embora em empate técnico com o Chega (23,5%)". 

 Começa a dar frutos a estratégia de Luís Montenegro, Hugo Soares, e Leitões Amaros desta vida, de fazer o PSD governo sombra do partido da taberna, pelas causas e pela agenda "roubada".

 Como cantava Rui Reininho nos 80's em Impressões Digitais, "Sinto-me uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical".

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A "representatividade"

 


 Nesta simulação de negociação na Concertação Social, uma espécie de câmara alta, inventada, e que não existe no sistema parlamentar constitucional tuga, de uma lei do trabalho que não foi levada a votos, dito de outra maneira, escondida durante a campanha eleitoral, um  dos argumentos, por assim dizer, do caralho, que apareceu a debate nos painéis televisivos, e parabéns a quem o inventou, foi o da fraca representatividade dos sindicatos, já que invocar a fraca representatividade das associações patronais é proibido por um código não escrito de argumentação paineleira-televisiva, mais ou menos aceite há anos. Porque quem cria emprego são as empresas e quem cria riqueza não são os trabalhadores colaboradores que elas empregam que lá colaboram, são os empresários, coitados, que não conseguem assegurar que os seus empregados colaboradores levem um vida decente fruto do seu trabalho da sua colaboração. É que quem não tem condições para assegurar um mínimo de dignidade a quem emprega consigo colabora fecha portas e vai trabalhar colaborar por conta de outrem, para ver o que é doce? Não, é uma das linhas vermelhas do capitalismo liberal tuga, antes trabalho colaboração, se preciso for a roçar os mínimos de sobrevivência.

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Ah e tal, o Sócras

 


 Não deixa de ser curiosa a coincidência de aqueles que celebram a atribuição da Ordem Europeia do Mérito ao homem que ficou para a história como o primeiro-ministro dos lendários "fundos europeus" estejam no dia imediatamente a seguir no Parlamento a propor o fim do visto prévio do Tribunal Constitucional para contratos até 10 milhões de euros.

 [Imagem de autor desconhecido]

 

 

Circo Montenegro

 


 Luís Montenegro montou um circo por baixo da pala do Siza Vieira no Pavilhão de Portugal no Oriente para fazer aquilo que o Sócras fazia: propaganda, com pontos a favor do Sócras, já que o discurso era mais fluído e coerente, o português infinitamente melhor, e sabia do que falava. Pena é que os que criticavam Sócras pelos circos de propaganda montados já não tenham blogues, nem Facebook, nem Twitter, nem LinkedIn, nem espaços de comentário político nas televisões, nem nada.

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Por causa de um ultimato nasceu um hino nacional

 


 Donald Trump a dar ultimatos ao Irão, para se abotoar com o petróleo e com o urânio enriquecido, numa mão o Livro do Apocalipse na outra Jannah; Luís Montenegro, e uma alegada ministra do Trabalho, a darem ultimatos à UGT para cumprir o seu destino, assinar o regresso aos contos do Charles Dickens, com a promessa dos amanhãs que cantam no trickle down do crescimento para o infinito e mais além.

 

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Dias de festa

 


 António José Seguro pressiona a UGT, o governo pressiona a UGT, os patrões pressionam a UGT. E a UGT não foi inventada para ser pressionada. Será, como dizem os 'amaricanos', um turning point? Isso também não interessa nada, primeiro-ministro e ministra da especialidade já disseram que há sempre a legitimidade parlamentar, que se pode muito bem substituir à legitimidade de uma câmara alta, na figura da Concertação Social, órgão de soberania inexistente no sistema constitucional português, criada para retirar poder aos trabalhadores, ilibar o poder político, dar um ar de paz social, concórdia e alegria no trabalho. Tudo está bem quando acaba bem. Mas isso também não interessa nada, a questão é se um PS regressado ao poder vai reverter todas as malfeitorias de pacotes laborais pró rigidez patronal? Não. Quando o fez foi muito pressionado pela esquerda, durante o governo da 'geringonça' e ainda assim com pontos onde recusou mexer.

 

 [Imagem de autor desconhecido]

 

 

Conta-me como foi

 


 "Faz sentido acabar com o banco de horas individual?

 O banco de horas individual tem sido palco de vários abusos por parte dos empregadores. Não nos podemos esquecer de que o contrato de trabalho não é um contrato como outro qualquer. É um contrato em que há uma pessoa subordinada a outra pessoa. Portanto, acaba por haver uma certa imposição [do banco de horas] a coberto de um acordo."

 "Voltou-se bastante atrás no memorando da troika".

 Maria Ramalho, especialista em direito do trabalho, em 5 de Julho de 2018. "Foi a terceira doutorada na área em Portugal. Diz que o "empregador pode fazer quase tudo com o tempo de trabalho"."

 "Porquê diabolizar o banco de horas individual? É mutuamente vantajoso para ambas as partes, tornando as empresas mais produtivas e permitindo poupar em custos de contexto, e permitindo uma melhor conciliação entre a vida profissional e pessoal"

 Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, em 14 de Abril de 2026.

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Os aprendizes de Orbán

 


 Resumidamente: o dinheiro dos nossos impostos serve para o Governo se manter ad eternum através da manipulação da comunicação, monitorizar jornalistas e elaborar rankings dos mais confiáveis.

 Estes são aqueles que ainda hoje enchem a boca de "Abrantes" para acusar o PS de pulsão totalitária e tentativa de condicionar o quarto poder. Todos sabemos como isto começa e como acaba, são os aprendizes de Orbán, com quem aliás conviveram bem, sentados na mesma bancada do Parlamento Europeu quando o desvio totalitário já era visível aos olhos de toda a Europa.

 "Governo paga 40 mil euros para vigiar redes sociais e reagir a polémicas.

 Programa de empresa irlandesa usa inteligência artificial para responder a crises de comunicação e permite classificar jornalistas num ranking individual"

 

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Com que linhas nos cosemos

 


 Para ficarmos todos a saber com que linhas nos cosemos, nomeadamente em relação à nova lei laboral que se cozinha na sede dos patrões, as políticas adoptadas e seguidas, as opções legislativas, era bom que a lista de clientes, os serviços prestados, saldos de contas bancárias das suas empresas e das dos cônjuges, do primeiro-ministro e dos ministros  Maria do Rosário Palma Ramalho, Manuel Castro Almeida, Carlos Abreu Amorim, Rita Alarcão Júdice e Nuno Melo viessem rapidamente a público.

 

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Enfiado num buraco

 

 
 
 
 
Que a CGTP é igual ao partido da taberna, diz alguém que não conseguiu escolher entre António José Seguro e o taberneiro, porque nem um nem outro são da sua área política. Não aprendeu nada com a lição das presidenciais, picado que está pelo antigo líder, a quem fez de ponto, aquele personagem que dá as deixas aos actores escondido numa caixa na boca de palco, para poder brilhar nos quinzenais no Parlamento. Como paga faz-lhe agora o que ele fez a Rui Rio. Na bancada parlamentar tem um bronco carreirista que lhe segue as pisadas, especialista em números circenses com as palavras para camuflar a falta de conteúdo. Este entre Kamala e o agente laranja não sabia em quem votar. Com a degradação da vida política e a estupidificação do debate um destes dias damos com ele na melhor da hipóteses em ministro. Entretanto vamos esperar que o partido da taberna nos dê 35 horas semanais, os dias de férias fanados no tempo do governo da troika, a contratação colectiva de trabalho, as horas e os feriados pagos decentemente. É que são iguais à CGTP, segundo o artista.
 
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