Dias de festa

 


 António José Seguro pressiona a UGT, o governo pressiona a UGT, os patrões pressionam a UGT. E a UGT não foi inventada para ser pressionada. Será, como dizem os 'amaricanos', um turning point? Isso também não interessa nada, primeiro-ministro e ministra da especialidade já disseram que há sempre a legitimidade parlamentar, que se pode muito bem substituir à legitimidade de uma câmara alta, na figura da Concertação Social, órgão de soberania inexistente no sistema constitucional português, criada para retirar poder aos trabalhadores, ilibar o poder político, dar um ar de paz social, concórdia e alegria no trabalho. Tudo está bem quando acaba bem. Mas isso também não interessa nada, a questão é se um PS regressado ao poder vai reverter todas as malfeitorias de pacotes laborais pró rigidez patronal? Não. Quando o fez foi muito pressionado pela esquerda, durante o governo da 'geringonça' e ainda assim com pontos onde recusou mexer.

 

 [Imagem de autor desconhecido]