Make Burros Great Again

 


 Não consegues comprar casa porque os preços por m2 são de tal forma exorbitantes que mesmo que tivesses acesso a empréstimo bancário o ordenado não chegava para o pagar? O Seguro, o socialista, vetou a lei das bandeiras.

 Não consegues sequer alugar uma casa na periferia de uma qualquer cidade porque as rendas são proibitivas? O Seguro, o socialista, vetou a lei das bandeiras.

 Não tens dinheiro para o gasóleo ou para a gasolina, que não param de aumentar porque o estreito de Ormuz está fechado há meses? O Seguro, o socialista, vetou a lei das bandeiras.

 O ordenado não chega para o cabaz das compras e o fim do mês está cada vez mais longe, e também já mais longe estiveste de ir bater à porta do Banco Alimentar? O Seguro, o socialista, vetou a lei das bandeiras.

 O Banco Europeu aumentou a taxa de juro por causa de uma guerra que Trump foi inventar a milhares de quilómetros de casa? O Seguro, o socialista, vetou a lei das bandeiras.

 Quando resolver a vossa vida, pagar contas, fazer contas, lembrem-se do partido em que votaram nas últimas eleições, e de quem andou feito pateta, de boné enfiado até às orelhas, a celebrar uma potência alheia, porque o epíteto "burros" já ninguém vos tira.

 [Link na imagem]

 

 

"opiniões ou crenças"


 "Vai pra tua terra, preto do caralho!", é liberdade de expressão. "É preciso desconizar Portugal", é uma crença. "Os ciganos deviam ir todos para Auschwitz!", é uma opinião. E por aí.

                "Chega propõe alteração ao Código Penal para que opiniões ou crenças não possam ser punidas"

  Dito de outra maneira, quer a vara a insultar toda a gente, impunemente, com respaldo de Lei.

 

 

Raisparta a merda do algoritmo!

 


 A televisão do militante n.º 1, que tem Nuno Rogeiro a passar imagens de um videojogo como se fossem imagens reais da guerra na Ucrânia, os mui famosos "exclusivos" do 'Ligeiro', é a televisão que tem Miguel Morgado a passar imagens da Palestina em 2016 como se fossem na Espanha de Pedro Sánchez, em 2026. Pelo meio ainda há um "Guerra Fria", onde o mitómano diz uma merdas a meias com um gajo de cérebro tamanho de uma ervilha, alçado comentador porque era preciso alguém a saber falar russo e este era o que estava mais à mão, já que o Carlos Fino se reformou, e um "Linhas Direitas", onde o Bannon wannabe brilha num galheteiro com um ilusionista liberal de um lado e uma fascista-animal reciclada em fascista mesmo fascista.

 Raisparta a merda do algoritmo a fomentar o ódio nas redes, alegadamente sociais.

 [Imagem de autor desconhecido] 

 

 

"e assim sucessivamente, pára agrafo"

 


 "Salário mínimo nacional cada vez mais perto do mediano", dito de outra maneira, o salário só tem crescimento real quando imposto pelo Estado, os salários negociados entre sindicatos e patrões têm um crescimento menor. E o que faz o Governo do ex-líder da bancada parlamentar de suporte ao governo, cujo ex-primeiro-ministro defendia que aumentar o salário mínimo era prejudicial para as empresas, e que saiu a lamentar "baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer"? Tenta impor uma lei do trabalho que retira poder negocial aos sindicatos.

 Ah e tal, o Estado é óptimo a decidir sobre o dinheiro de quem cria riqueza, desenganem-se, não são os trabalhadores colaboradores, são os "empresários", antes os "industriais" e "agrários", para quem deixar de trabalhar sol-a-sol era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, não necessariamente por esta ordem, para quem um dia de descanso semanal era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, para quem dois dias de descanso semanal era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, para quem uma semana de férias não pagas era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, para quem 22 dias de férias pagas era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, para quem o subsídio de férias era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, para quem o 13.º mês era mau para a economia, para as empresas e para o crescimento económico, "e assim sucessivamente, pára agrafo", como diria o João César das Monteiro

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