A "representatividade"

 


 Nesta simulação de negociação na Concertação Social, uma espécie de câmara alta, inventada, e que não existe no sistema parlamentar constitucional tuga, de uma lei do trabalho que não foi levada a votos, dito de outra maneira, escondida durante a campanha eleitoral, um  dos argumentos, por assim dizer, do caralho, que apareceu a debate nos painéis televisivos, e parabéns a quem o inventou, foi o da fraca representatividade dos sindicatos, já que invocar a fraca representatividade das associações patronais é proibido por um código não escrito de argumentação paineleira-televisiva, mais ou menos aceite há anos. Porque quem cria emprego são as empresas e quem cria riqueza não são os trabalhadores colaboradores que elas empregam que lá colaboram, são os empresários, coitados, que não conseguem assegurar que os seus empregados colaboradores levem um vida decente fruto do seu trabalho da sua colaboração. É que quem não tem condições para assegurar um mínimo de dignidade a quem emprega consigo colabora fecha portas e vai trabalhar colaborar por conta de outrem, para ver o que é doce? Não, é uma das linhas vermelhas do capitalismo liberal tuga, antes trabalho colaboração, se preciso for a roçar os mínimos de sobrevivência.

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