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Ah e tal, o Sócras

 


 Não deixa de ser curiosa a coincidência de aqueles que celebram a atribuição da Ordem Europeia do Mérito ao homem que ficou para a história como o primeiro-ministro dos lendários "fundos europeus" estejam no dia imediatamente a seguir no Parlamento a propor o fim do visto prévio do Tribunal Constitucional para contratos até 10 milhões de euros.

 [Imagem de autor desconhecido]

 

 

Os artistas do contorcionismo

 

 

Que o país virou à direita, que o PS tem de meter isso na cabeça, não tem legitimidade para indicar um juiz para o Constitucional, os que andaram dois meses a berrar que Seguro era socialista, ministro do Guterres, para depois levarem uma tareia mestra nas urnas, 3.505.846 para 1.739.745 votos, do tal "socialista" no "país que virou à direita".

 

Que o Sánchez é contra a guerra para distrair os espanhóis, "num momento pessoal e político particularmente aflitivo - processos de tráfico de influências contra a mulher, o irmão e o número 3 do Partido Socialista, degradação dos serviços públicos, aliança com os separatistas e a extrema-esquerda", os que são pró-guerra, para distraior e safar dois bandidos a contas com a justiça dentro dos seus países - Trump e Netanyahu, perdão, pela defesa dos direitos humanos e para devolver a liberdade às mulheres iranianas.

 

Alguns destes artistas do contorcionismo ganham dinheiro para dizer estas merdas da boca para fora. 

 

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Com que linhas nos cosemos

 


 Para ficarmos todos a saber com que linhas nos cosemos, nomeadamente em relação à nova lei laboral que se cozinha na sede dos patrões, as políticas adoptadas e seguidas, as opções legislativas, era bom que a lista de clientes, os serviços prestados, saldos de contas bancárias das suas empresas e das dos cônjuges, do primeiro-ministro e dos ministros  Maria do Rosário Palma Ramalho, Manuel Castro Almeida, Carlos Abreu Amorim, Rita Alarcão Júdice e Nuno Melo viessem rapidamente a público.

 

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No poupar é que está o ganho

 


 Luís Montenegro, que teve-tinha-tem uma empresa de prestação de serviços, com clientes, até agora conhecidos, como A Radio Popular, a Ferpinta e a Solverde, tudo pela sua competência, capacidade e profissionalismo, e não pela sua militância no PSD, pela sua agenda de contactos, e pelos cargos que ocupou e que inevitavelmente viria a ocupar no futuro, e que pela opacidade entrou em conflito com Estado e com as leis da República, usou os serviços jurídicos do Estado para dirimir as suas questões, do foro privado, com o Estado. No poupar é que está o ganho e até há bem pouco tempo a isto chamava-se peculato.

 

[Imagem de autor desconhecido]