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The White House State Ballroom

 


 O regime teocrático continua onde sempre esteve, agora mais radicalizado; o povo cerrou fileiras em torno do regime contra um agressor externo; agora, mais do que nunca, vão investir tudo na construção da bomba; passamos a pagar portagem onde não se pagava desde os idos do Albuquerque; pelo meio destruíram-se infraestruturas de um país soberano, mais a industria de turismo do Golfo Pérsico; morreram milhares de inocentesprovocou-se uma crise energética mundial; tudo a troco de uns meros 40 mil milhões de dólares numa operação para libertar o Irão dos ayatollahs, pelos direitos humanos, direitos das mulheres, free speach e o caralho, com duração prometida entre 4 a 6 semanas que acabou derrotada em 38 dias. Diz que Trump ganhou a guerra.

 Em vez do White House State Ballroom o cor-de-laranja podia montar uma tenda, saía mais barato e era mais condizente com o inquilino.

 

 [Imagem de autor desconhecido]

 

 Podíamos, nós, Europa, aprender alguma coisa com o Irão, em como lidar com um bully, egocêntrico e imbecil, por exemplo. 

 

 

 

 

A guerra da [des]informação

 


 A foto da esquerda, a original, foi publicada em Dezembro de 2023 pelo Daily Mail, mostra Robert F. Kennedy Jr. , crente em teorias da conspiração, activista antivax, e agora secretário de estado da Saúde da administração Trump, numa festa ao lado de Jeffrey Epstein.

 A foto da direita, alegadamente hackeada por "invasão de fontes israelitas" [sic] pelo "Typhoon 404", um grupo de piratas informáticos ligados a Teerão, surgiu esta semana nas redes, alegadamente sociais, em contas no Xis e no Facebook afectas ao regime iraniano, e mostra a mulher de Netanyahu, Sara, na mesma festa de Epstein.

 A segunda foto é nitidamente manipulada, mas o que conta para quem manipula é o instinto primário dos crentes. E as guerras também se ganham e perdem assim.

 

 

 

 

De volta a 1930

 


 Um judeu retratado ao melhor estilo do Der Stürmer de Julius Streicher. Começa a dar frutos esta guerra onde o narcisista egocêntrico Trump meteu a América, a toque de caixa de Netanyahu, e de onde agora não consegue nem sabe como sair. Os Estados Unidos, um dos libertadores da Europa das garras da Alemanha nazi...

 

"Reported in Ohio at a gas station: an antisemitic sticker blaming Jews for rising gas prices using a classic Nazi-style caricature of a Jew". 

 

 

 

 

Vai levar muito tempo até a América recuperar outra vez o respeito e o prestígio

 


 O mundo inteiro goza com Trump, o mundo inteiro goza com os Estados Unidos, o mundo inteiro goza com a América de Trump, ninguém lhe tem respeito. O mundo inteiro ponto e vírgula, em Portugal há quem se esmifre nas televisões para dar racionalidade às decisões de um imbecil egocêntrico.

 

 Ainda ontem Trump deu cinco dias de descanso a Teerão, porque há dois que estavam em conversações, que calhavam precisamente nas 48 horas que tinha dado de ultimato para a reabertura de Ormuz. Confusos? Não, apareceram logo nas redes e nas televisões génios a dar créditos a Trump. Comentadeiros, analistas, especialistas que se torcem todos em directo a explicar a racionalidade, a perspicácia, o génio das decisões de Trump. O homem é apenas imprevisível, nós, os que pensamos que não tem estratégia absolutamente nenhuma é que somos lerdos, ou anti 'amaricanos'.


 Não há memória de alguma vez um país ter conseguido amarrar outro a uma guerra como o Irão faz com os Estados Unidos, qualquer coisa que Trump diga, qualquer coisa que os bajuladores que o rodeiam digam, é prontamente desmontada, às vezes num espaço de segundos, por contas oficiais do regime nas redes, por notas de imprensa para as agências noticiosas, sempre com recurso a um humor humilhante, como a conta oficial da embaixada do Irão na África do Sul, com o estreito de Ormuz controlado por Trump e um Ayatollah.

 

 Qualquer saída vai parecer sempre cobardia, vai soar sempre a derrota.

 

[Imagem

 

 

 

 

Os artistas do contorcionismo

 

 

Que o país virou à direita, que o PS tem de meter isso na cabeça, não tem legitimidade para indicar um juiz para o Constitucional, os que andaram dois meses a berrar que Seguro era socialista, ministro do Guterres, para depois levarem uma tareia mestra nas urnas, 3.505.846 para 1.739.745 votos, do tal "socialista" no "país que virou à direita".

 

Que o Sánchez é contra a guerra para distrair os espanhóis, "num momento pessoal e político particularmente aflitivo - processos de tráfico de influências contra a mulher, o irmão e o número 3 do Partido Socialista, degradação dos serviços públicos, aliança com os separatistas e a extrema-esquerda", os que são pró-guerra, para distraior e safar dois bandidos a contas com a justiça dentro dos seus países - Trump e Netanyahu, perdão, pela defesa dos direitos humanos e para devolver a liberdade às mulheres iranianas.

 

Alguns destes artistas do contorcionismo ganham dinheiro para dizer estas merdas da boca para fora. 

 

[Imagem]

 

 

 

 

Um bufão com acesso ao botão do apocalipse



 Uma hora depois de ter a guerra ganha e o Irão no papo já pedia ajuda aos "aliados" da NATO, os mesmos "aliados" que semanas antes tinha ameaçado entregar a Putin caso não aumentassem as contribuições para a aliança, os mesmos "aliados" que tinha ameaçado invadir para roubar território, os mesmos "aliados" que sem ele não eram nada, zombava, os mesmos "aliados" que volta a ameaçar por lhe negarem apoio numa guerra que decidiu sem lhes dar cavaco, e de onde não pode nem sabe como sair, para fugir à sombra Epstein que o persegue, aliado a um bandido - Netanyahu, a contas com a justiça no seu próprio país.

 

 A haver justiça, Trump, Vance, Rubio, Hegseth, Kushner, Witkoff, e restante bando criminoso, um dia sentavam-se numa espécie de Nuremberga, nos Estado Unidos, para lhes verem aplicada a justiça dos homens, que a divina, para quem acredita, já a têm garantida.

 

[Na imagem print screen de tweet da conta oficial The White House no Xis

 

 

 

 

Os génios

 

 

Há muito, muuuuuito tempo, a semana passada, tivemos uns inteligentes do comentário televisivo a exaltar o génio de Trump, com uma cajadada matou dois coelhos, Venezuela e Irão, e por consequência encostou a Rússia e a China, prontamente amplificados e repercutidos por outros não menos papagaios inteligentes nas redes sociais. Já apagaram os tweets e os posts? É que na box dá para fazer rewind e ver as figuras dos burros génios há distância de uma semana.

[Imagem]