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Um Lincoln para os tempos que correm

 


 O cor de laranja alegadamente sofreu um atentado. Não foi vítima, sofreu. Dizem que é o presidente 'amaricano' com mais atentados por mandato quadrado. Raspou-se, rasparam-no para a Casa Branca, ainda sem bunker, os serviços secretos. E passados minutos, passado o alegado cagaço, o cor de laranja apareceu a dizer o que tinha vivido, tudo escrito num papel, a ler para os jornalistas. Que lhe pareceu um tabuleiro a cair, que fazem muito barulho quando caem, toda a gente sabe, e que ele é tipo o Lincoln, e coise, enquanto ia olhando para a papeleta. Um gajo passa por um cagaço de lhe quererem fazer a folha e, para contar um momento único na vida, tem de ler um papel que conseguiu escrever mais rápido que a própria sombra. Não queremos com isto dizer nada, foi só o que aconteceu, está na televisão.

 

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Nós, os idiotas

 

 

 Uma merda encenada ao melhor estilo Hollywood, câmaras de vários ângulos, música à la filme de acção, anos 70, San Fancisco downtown, e vendem para a aldeia global como tivesse sido a coisa mais natural do mundo. No intervalo da guerra o cor de laranja telefonou para o Mac a encomendar comida de 'amaricano', deu em todos os telejornais.

 No making of da coisa ficamos todos a saber que a senhora está eternamente agradecida a Trump por ter eliminado as taxas sobre as gorjetas e assim conseguir pagar o tratamento ao cancro do marido, tudo pela pena de um jornalista do diário da direita-extrema espanhola, o ABC, que com a idade da senhora já estava reformado, no país da União Europeia onde o Estado cobre o tratamento do cidadão com este tipo de doenças... 

 Quantos takes foram necessários para gravar este clip, perguntamos nós, os idiotas, que papamos acriticamente toda a merda que nos impingem nos telejornais.

 [Imagem

 

"That entire regime led by radical clerics who don’t make geopolitical decisions"

 


 "That entire regime led by radical clerics who don’t make geopolitical decisions. They make decisions on the basis of theology; their view of theology, which is an apocalyptic one".

  Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, sobre o Irão

 [Imagem: "Trump posted an image of himself as Jesus raising the dead. The post appeared on his platform Truth Social amid his criticism of the Pope"]


The White House State Ballroom

 


 O regime teocrático continua onde sempre esteve, agora mais radicalizado; o povo cerrou fileiras em torno do regime contra um agressor externo; agora, mais do que nunca, vão investir tudo na construção da bomba; passamos a pagar portagem onde não se pagava desde os idos do Albuquerque; pelo meio destruíram-se infraestruturas de um país soberano, mais a industria de turismo do Golfo Pérsico; morreram milhares de inocentesprovocou-se uma crise energética mundial; tudo a troco de uns meros 40 mil milhões de dólares numa operação para libertar o Irão dos ayatollahs, pelos direitos humanos, direitos das mulheres, free speach e o caralho, com duração prometida entre 4 a 6 semanas que acabou derrotada em 38 dias. Diz que Trump ganhou a guerra.

 Em vez do White House State Ballroom o cor-de-laranja podia montar uma tenda, saía mais barato e era mais condizente com o inquilino.

 

 [Imagem de autor desconhecido]

 

 Podíamos, nós, Europa, aprender alguma coisa com o Irão, em como lidar com um bully, egocêntrico e imbecil, por exemplo. 

 

 

 

 

Vai levar muito tempo até a América recuperar outra vez o respeito e o prestígio

 


 O mundo inteiro goza com Trump, o mundo inteiro goza com os Estados Unidos, o mundo inteiro goza com a América de Trump, ninguém lhe tem respeito. O mundo inteiro ponto e vírgula, em Portugal há quem se esmifre nas televisões para dar racionalidade às decisões de um imbecil egocêntrico.

 

 Ainda ontem Trump deu cinco dias de descanso a Teerão, porque há dois que estavam em conversações, que calhavam precisamente nas 48 horas que tinha dado de ultimato para a reabertura de Ormuz. Confusos? Não, apareceram logo nas redes e nas televisões génios a dar créditos a Trump. Comentadeiros, analistas, especialistas que se torcem todos em directo a explicar a racionalidade, a perspicácia, o génio das decisões de Trump. O homem é apenas imprevisível, nós, os que pensamos que não tem estratégia absolutamente nenhuma é que somos lerdos, ou anti 'amaricanos'.


 Não há memória de alguma vez um país ter conseguido amarrar outro a uma guerra como o Irão faz com os Estados Unidos, qualquer coisa que Trump diga, qualquer coisa que os bajuladores que o rodeiam digam, é prontamente desmontada, às vezes num espaço de segundos, por contas oficiais do regime nas redes, por notas de imprensa para as agências noticiosas, sempre com recurso a um humor humilhante, como a conta oficial da embaixada do Irão na África do Sul, com o estreito de Ormuz controlado por Trump e um Ayatollah.

 

 Qualquer saída vai parecer sempre cobardia, vai soar sempre a derrota.

 

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Um bufão com acesso ao botão do apocalipse



 Uma hora depois de ter a guerra ganha e o Irão no papo já pedia ajuda aos "aliados" da NATO, os mesmos "aliados" que semanas antes tinha ameaçado entregar a Putin caso não aumentassem as contribuições para a aliança, os mesmos "aliados" que tinha ameaçado invadir para roubar território, os mesmos "aliados" que sem ele não eram nada, zombava, os mesmos "aliados" que volta a ameaçar por lhe negarem apoio numa guerra que decidiu sem lhes dar cavaco, e de onde não pode nem sabe como sair, para fugir à sombra Epstein que o persegue, aliado a um bandido - Netanyahu, a contas com a justiça no seu próprio país.

 

 A haver justiça, Trump, Vance, Rubio, Hegseth, Kushner, Witkoff, e restante bando criminoso, um dia sentavam-se numa espécie de Nuremberga, nos Estado Unidos, para lhes verem aplicada a justiça dos homens, que a divina, para quem acredita, já a têm garantida.

 

[Na imagem print screen de tweet da conta oficial The White House no Xis

 

 

 

 

Os génios

 

 

Há muito, muuuuuito tempo, a semana passada, tivemos uns inteligentes do comentário televisivo a exaltar o génio de Trump, com uma cajadada matou dois coelhos, Venezuela e Irão, e por consequência encostou a Rússia e a China, prontamente amplificados e repercutidos por outros não menos papagaios inteligentes nas redes sociais. Já apagaram os tweets e os posts? É que na box dá para fazer rewind e ver as figuras dos burros génios há distância de uma semana.

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