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Um matarruano com gravata de marca

 


 Um matarruano com gravata de marca teve um choque com a realidade, depois de 50 anos de uma narrativa diligentemente construida à roda do "terrorismo comunista" durante o PREC, e o cão de Pavlov que tem dentro a primeira coisa que fez foi atacar o jornalismo de investigação e a comunicação social independente, tal e qual o irmão gémeo partido da taberna que, com nódoas na gravata e sem saber falar e escrever português, lhe abocanhou as causas e o retrocesso civilizacional.

 

 "Num Estado que se queira de Direito e com valores esta capa é uma afronta e uma indignidade, a antítese do jornalismo sério e verdadeiro, um sinal de anomalia profunda que começa a afectar os pilares do próprio regime. O CDS reagirá firmemente em defesa da verdade e da decência."

 

 No tempo do "um Salazar" é que estes alegados jornalistas iam ver o que era bom para a tosse. Entretanto ficamos todos à espera de saber que "valores" o partido que não existe quer para o Estado, e qual a "verdade" e a "decência" que há para defender que não passe por reescrever a história nem meter mordaças nas vozes de que não se gosta.

 

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Com que linhas nos cosemos

 


 Para ficarmos todos a saber com que linhas nos cosemos, nomeadamente em relação à nova lei laboral que se cozinha na sede dos patrões, as políticas adoptadas e seguidas, as opções legislativas, era bom que a lista de clientes, os serviços prestados, saldos de contas bancárias das suas empresas e das dos cônjuges, do primeiro-ministro e dos ministros  Maria do Rosário Palma Ramalho, Manuel Castro Almeida, Carlos Abreu Amorim, Rita Alarcão Júdice e Nuno Melo viessem rapidamente a público.

 

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