O governo sombra do partido da taberna

 


 O ministério do Trabalho desmente a ministra que o tutela, que a esmagadora maioria” dos €159 milhões pagos indevidamente pelo Estado não resulta de fraude, coisíssima nenhuma, e que 90% já foram regularizados

 Ou a ministra não sabia do que falava, meteu os pés pelas mãos e, sem vergonha, continua em funções sem apresentar o pedido de demissão, ou a ministra mentiu aos portugueses, por interposta pessoa, o Parlamento, e, sem vergonha de quem a chamou para o lugar, Luís Montenegro, continua em funções.

 Quando há coisa de um ano o taberneiro falou em formar um 'governo sombra' estava toda a gente muito longe de pensar que o dito cujo seria o saído das eleições que deram a minoria absoluta ao PSD de Luís Montenegro, na agenda e no modus operandi.

 [Imagem de autor desconhecido]

 

  

A extrema-direita manhosa, vulgo "populista"

 


 Bardella [...] diz que Putin é uma ameaça para França, depois de ter tido a chefe, Marine Le Pen, financiada com 9 milhões euros de... Putin.

 O partido de João 'afinal, somos um país de alunos com deficiência ou de alunos normais?' Tilly finge preocupação com pessoas com deficiência para atacar minorias LGBT.

 [Link na imagem] 

 

 

A teologia da opressão

 

 

 Helena Matos está preocupada com a alegada mudança de itinerário de uma procissão, por causa daqueles, no Martim Moniz, que não comem carne de porco [entretanto já desmentido esclarecido pelo Patriarcado de Lisboa].

 Miguel Morgado está preocupado com a alegada mudança de posição da ICAR e da dualidade de critérios  [ler: não dar respaldo à extrema-direita de quem o próprio começa a ser o principal ideólogo, para grande desgosto de Jaime Nogueira Pinto].

 Não deixa de ser interessante assistir aos novos da velha direita bafienta, preocupados com a orientação política de uma instituição global milenar, a ocidente oficialmente separada do Estado, mas de quem o poder político procura apoio para aquilo que poderia muito bem ser chamado "teologia da opressão".  

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95 minutos *

 


 Pensávamos nós que "Vozinha" era aquela coisa que Deus sopra ao ouvido do taberneiro para livrar Portugal dos ciganos, dos imigrantes, da corrupção, da bandidagem, do socialismo, da ladroagem, da esquerdalhada, e o caralho, não obrigatoriamente por esta ordem, e afinal é o guarda-redes de Cabo Verde que joga no Chaves, segunda divisão portuguesa...

 * 95 foram os minutos de jogo 

 

 

Mission Accomplished

 

 

 Os States vão descongelar 25 mil milhões de dólares do Irão para reabrir um estreito que estava aberto antes de terem gastado 29 mil milhões numa guerra sem sentido. Há a possibilidade de uma portagem ser reintroduzida em Ormuz, coisa que não acontecia desde os idos de Afonso de Albuquerque. O Irão recebe autorização para exportar petróleo. Os americanos retiram toda a força naval das águas circundantes ao Irão, assim como do Golfo Pérsico. Por arrasto, Israel retira do sul do Líbano e deixa o Hezbollah por sua conta. Pelo meio ficou a pegada de carbono e as mortes de civis e militares, mas isso agora também não interessa nada 

 De todas as justificações dadas para o ataque ao Irão, o regime dos barbudos com trapos enrolados na cabeça não caiu, radicalizou ainda mais; as mulheres não ganharam direitos nunca vistos; a comunidade LGBT não ganhou estatuto; o urânio enriquecido não foi resgatado; a bomba está no mesmo ponto onde a administração Obama a deixou, sem guerra.

 Só falta uma foto do cor de laranja num porta-aviões com "Mission Accomplished" como pano de fundo. Nunca nos iremos esquecer  dos patetas que andaram nas televisões, rádios, jornais, e redes sociais a defender a bondade disto tudo.

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Políticos de plástico

 

 

 Não sei o que é mais ridículo, para não dizer triste, se haver quem pense que a redacção de um discurso político é coisa passível de ir a concurso público, se haver políticos que pagam, e bem, para alguém lhes escrever os discursos.

 "[...] apontado como suspeito de não ter respeitado as regras da contratação pública ao recorrer a um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) para um contrato [...] relativo à redação de um discurso para a cerimónia do 25 de abril deste ano [...]"