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Notícias da matilha

 


  Não há nenhum conflito de interesses entre o Jorge Bravo que trabalha para seguradoras e fundos de pensões e o Jorge Bravo do relatório sobre "sustentabilidade da Segurança Social", conflito de interesses havia nos professores que comentaram a maior trapalhada na educação da história de Portugal, pelas mãos do ministro Fernando Alexandre, por serem professores com ligações a partidos de esquerda e/ ou a sindicatos. Assim vai a matilha nas 'redes sociais' replicada no espaço de comentário das televisões.

 [Imagem de autor desconhecido] 

 

 

"És liberal e não sabias" *

 


 "O Ministério da Educação, Ciência e Inovação assinou esta segunda-feira, 27 de julho, um despacho que determina o pagamento, a todos os professores classificadores dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, de 1 euro por cada resposta classificada e de 12 euros por cada prova reapreciada".

 "O Ministério da Educação já assinou quatro contratos públicos, em 2026, com a consultora privada que o ministro da Educação chamou para resolver o caos nos exames, a Deloitte Technology, no valor total de 2,65 milhões de euros: estes contratos foram celebrados pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE). Quanto ao contrato que o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) celebrou por ajuste direto simplificado com esta consultora para resolver os problemas técnicos dos exames, continua em completo segredo".

 * Título do post 

 [Imagem: "British prime minister Margaret Thatcher covering her face with her hand at the 1985 Conservative Party Conference"]

 

 

"Fernandinho foi ao vinho"

 

 

 O contorcionismo elevado à potência máxima é alegar que alguém financiado pelos interesses instalados há 100 anos está a lutar contra os interesses instalados. E conseguir passar a mensagem.

 "Fernandinho foi ao vinho, Partiu o copo no caminho, Ai do copo, ai do vinho, Ai do rabo do Fernandinho", já cantava o Júlio Pereira em 1976´.

 

 

Entre tabernas

 

 

Por estes dias, entre a taberna Twitter e a taberna Facebook, gajos e gajas que usam o Luís Neves para tapar o Fernando Alexandre dizem ser deprimente usar o Fernando Alexandre para tapar o Luís Neves.

 Podiam usar o cérebro para destapar qualquer coisa, mas as tabernas são o que são e mais não se lhes exige.

 [Imagem

 

 

Coisas que a gente aprende por estes dias nas 'redes'

 


 Ao contrário do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que "foi nomeado pelo PS", o ministro da Educação, Fernando Alexandre, não foi nomeado pelo Iniciativa Liberal.

 Uma pessoa tem a sua vida organizada, entra a horas, sai a horas, cumpre com profissionalismo as tarefas que lhe competem, tem agora, véspera de fim-de-semana, de abdicar da sua vida, da sua família, do seu lazer, para safar a pele de um ministro incompetente que andou semanas a gozar com os portugueses.

 São coisas que a gente aprende por estes dias nas 'redes'.

 [Imagem de autor desconhecido] 

 

 

As coisas são o que são

 


 Avaliação de desempenho? Lá vinha a Fenprof, mais o inefável comissário Nogueira, que a greve não tinha nada a fazer com os professores, eles próprios, mas sim com a escola pública a qualidade do ensino e o futuro das nossas crianças.

 Alterações ao estatuto da carreira docente? Lá vinha a Fenprof, mais o inefável comissário Nogueira, que a greve não tinha nada a fazer com os professores, eles próprios, mas sim com a escola pública a qualidade do ensino e o futuro das nossas crianças.

 Progressão e quotas para progressão na carreira? Lá vinha a Fenprof, mais o inefável comissário Nogueira, que a greve não tinha nada a fazer com os professores, eles próprios, mas sim com a escola pública a qualidade do ensino e o futuro das nossas crianças.

 "3 anos, 9 meses e 18 dias"? Lá vinha a Fenprof, mais o inefável comissário Nogueira, que a greve não tinha nada a fazer com os professores, eles próprios, mas sim com a escola pública a qualidade do ensino e o futuro das nossas crianças.

 E depois, como se já não bastasse a Fenprof , aparece o Pestana e o STOP, para quem a Fenprof era demasiado à direita e para quem também a greve não tinha nada a fazer com os professores, e ainda acrescentou os funcionários das escolas e os auxiliares de educação, eles próprios, mas sim com a escola pública a qualidade do ensino e o futuro das nossas crianças.

 Chega Montenegro [de chegar, não da aliança com o partido da taberna com o mesmo nome], percebeu melhor que ninguém a causa das coisas, atirou dinheiro para cima do problema, aumentou despesa fixa, mas isso agora também não interessa nada, acalmou a horda, e de bónus levámos com as trapalhadas e a incompetência de Fernando Alexandre, o melhor ministro da Educação a seguir a Nuno Crato, e a Fenprof mais o Pestana já não fazem greve, nem sequer piam, por causa  da escola pública da qualidade do ensino e do futuro das nossas crianças.

 As coisas são o que são.    

 [Imagem: Escola de Cambezes do Rio, Serra do Larouco, Trás-os-Motes, 1983, Georges Dussaud]

 

  

Saramago e os burros

 


 E não há um jornalista que se lembre de pedir aos deputados, avulso, do PSD ao partido da taberna, passando por aquele partido que não existe, o CDS, uma resenha de um livro de Saramago ou qual o último livro que leram e quando?

 Só se sentiram engraçados com o Bernardino e a Coreia e com a Rato e o Gulag.

 

[Imagem

 

 

 

 

O verdadeiro artista

 

 

 O ministro da Educação afirma que as residências públicas devem ter alunos de vários estratos sociais e não apenas estudantes de meios mais desfavorecidos. Isto porque, acrescentou, dando prioridade aos bolseiros, as residências irão degradar-se mais rapidamente.

      Fernando Alexandre, 16 de Dezembro de 2025

 

 O ministro da Educação admitiu, esta terça-feira, repensar a coexistência de turmas com contratos de associação e da oferta privada no mesmo colégio, considerando que a coexistência dos dois regimes [...] "põe a claro" desigualdades.

      Fernando Alexandre, 17 de março de 2026 

 

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