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"Palavras para quê? É um artista português!"

 


 Luís Neves fez o que todos os portugueses, mestres do desenrascanço, fazem. Obras na casa? Há uma gajo porreiro que faz um preço jeitoso. Orçamento? Uma coisa apalavrada e vão-se dando umas tranches consoante as necessidades. Enrascado com uma cena lá da empresa? A gente desenrasca, de borla, os amigos são para as ocasiões, e poupa-se um montão de dinheiro. Autorização da câmara? Olha, não sabia, mas ainda vamos a tempo de resolver a coisa. No país do primeiro-ministro que "não tinha consciência que essa obrigação [descontar para a Segurança Social] era devida". 

 Ah e tal, mas era director da Judite... Pois. Ah e tal, passou da Judite para a Administração Interna... Pois. Um caso destapado por um jornal que não vende... Pois. Ter "estado ocupado a combater o grupo extremista 1143 em detrimento de outras ameaças"... Estava escrito nas estrelas.

 

 

Entre tabernas

 

 

Por estes dias, entre a taberna Twitter e a taberna Facebook, gajos e gajas que usam o Luís Neves para tapar o Fernando Alexandre dizem ser deprimente usar o Fernando Alexandre para tapar o Luís Neves.

 Podiam usar o cérebro para destapar qualquer coisa, mas as tabernas são o que são e mais não se lhes exige.

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Peep show

 


 Usar um drone para filmar a casa ou a propriedade de quem quer que seja é devassa da privacidade. Ponto final. Está ao mesmo nível do taberneiro de telemóvel na mão a filmar gabinetes de outras forças políticas no Parlamento. 

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 Primeiro ataca-se a comunicação social independente - o "jornalixo", para melhor passar a propaganda e a fake new, depois descredibilizam-se pessoas e instituições - a "corrupção", a "bandalheira". É um trabalho de formiguinha na preparação da chegada do "homem providencial". Ninguém aprendeu nada com as lições dos anos 30 na Alemanha.