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"És liberal e não sabias" *

 


 "O Ministério da Educação, Ciência e Inovação assinou esta segunda-feira, 27 de julho, um despacho que determina o pagamento, a todos os professores classificadores dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, de 1 euro por cada resposta classificada e de 12 euros por cada prova reapreciada".

 "O Ministério da Educação já assinou quatro contratos públicos, em 2026, com a consultora privada que o ministro da Educação chamou para resolver o caos nos exames, a Deloitte Technology, no valor total de 2,65 milhões de euros: estes contratos foram celebrados pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE). Quanto ao contrato que o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) celebrou por ajuste direto simplificado com esta consultora para resolver os problemas técnicos dos exames, continua em completo segredo".

 * Título do post 

 [Imagem: "British prime minister Margaret Thatcher covering her face with her hand at the 1985 Conservative Party Conference"]

 

 

Coisas que a gente aprende por estes dias nas 'redes'

 


 Ao contrário do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que "foi nomeado pelo PS", o ministro da Educação, Fernando Alexandre, não foi nomeado pelo Iniciativa Liberal.

 Uma pessoa tem a sua vida organizada, entra a horas, sai a horas, cumpre com profissionalismo as tarefas que lhe competem, tem agora, véspera de fim-de-semana, de abdicar da sua vida, da sua família, do seu lazer, para safar a pele de um ministro incompetente que andou semanas a gozar com os portugueses.

 São coisas que a gente aprende por estes dias nas 'redes'.

 [Imagem de autor desconhecido] 

 

 

Um canalha

 


 "Os professores que estão a classificar exames nacionais vão receber horas extraordinárias como "reconhecimento pelo esforço extraordinário"".

 "O ministro da Educação pediu esta segunda-feira desculpa aos professores pelos constrangimentos no processo de correção dos exames nacionais".

 "Exames: Montenegro acusa professores de "perturbarem o processo" e fala em eventuais "falhas" políticas".

 [Imagem de autor desconhecido] 

 

 

A explicação é mais prosaica

 


 Está bem que o Sebastião Burroalho [não é gralha] tem tanta legitimidade para apresentar medidas do Governo, de que não faz parte, como qualquer um de nós; está bem que o Sebastião Burroalho [não é gralha] numa acção de propaganda manhosa mistura partido com Estado, o famoso "Estado totalitário comunista"; está bem que o Sebastião Burroalho [não é gralha] atarefado a não fazer a ponta de um corno em Bruxelas onde, segundo o próprio, "ninguém lhe liga nenhuma", não deu pela lei do trabalho da Ramalho ter sido chumbada no Parlamento, daí ter vindo, benevolente e misericordioso, oferecer o pagamento de horas extraordinárias aos stores, coisa a que já têm direito, segundo a lei do trabalho em vigor.

 [Imagem de Otto Stupakoff]