Como se a questão fosse a inevitável passagem para um sistema de digitalização dos exames e não a maneira levezinha, incompetente, irresponsável, como foi feita.
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Como se a questão fosse a inevitável passagem para um sistema de digitalização dos exames e não a maneira levezinha, incompetente, irresponsável, como foi feita.
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Quando as coisas correm bem é mérito do Governo e do ministro da tutela, quando correm mal foi o Estado que falhou.
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Um jornal que não existe, e como não existe não vende, do que é que vive são outros quinhentos, fez primeira página "Estado escondeu riscos das vacinas contra a Covid-19", prontamente replicado e amplificado pelo jornal da direita-estrema. No país exemplo, que abriu telejornais em todas as partidas do mundo com o sucesso da vacinação e a resposta da população, foi o tiro de partida para os chalupas saírem dos boeiros onde estavam hibernados, desde os filhos da puta anónimos nas redes, alegadamente sociais, escondidos atrás de avatares com cruzes templárias, capacetes vikings, a pátria, a família, e o caralho, até ao taberneiro, que andava desconfiado há bué, depois de há bué ter apanhado a vacina influenciado pela leitura de "vários estudos internacionais".
O melhor ministro da Educação de sempre, a seguir ao melhor ministro da Educação de todos os tempos, trabalha para que José Saramago, único Nobel português da Literatura, possa deixar de ser obrigatório no 12.º ano. Foi o tiro de partida para os chalupas, acabados de sair dos boeiros, em roda livre com as vacinas, passarem a ser experts em literatura, que para eles significa ler o rótulo do bag in box tinto no Mini Preço, o formulário para a renovação do Cartão de Cidadão não conta porque têm ajuda do funcionário ao balcão, que metem "há-des cá vir" e "anda-mos" nos posts no Facecoise e no Tuita, que invariavelmente terminam com "agora pençem", enquanto metem likes a merdas de regozijo publicadas por discípulos do inteligente que não sabia o número de cantos d' Os Lusíadas e a matacões avulso do CDS.