Hugo Soares acusa André Ventura de ser "aldrabão". É aldrabão mas é o nosso aldrabão, podia ter acrescentado.
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Hugo Soares acusa André Ventura de ser "aldrabão". É aldrabão mas é o nosso aldrabão, podia ter acrescentado.
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Diz que "a estratégia de Hugo Soares é clara", quando a culpa não é do PS é do partido da taberna, ou de ambos, e quando o Alfa é José Luís Carneiro o Ómega é o taberneiro, ou vice-versa, e assim sucessivamente. Diria que é uma estratégia do caralho. E tem tudo para correr bem, "tem mais poder que ministros, controla o aparelho e é quem o líder mais ouve". Alguém que nunca exerceu um cargo de governação e que fez toda a carreira, política e civil, à sombra do cartão do partido. Nem a falar para dentro funciona, pelo que se viu da reacção entusiástica do Pontal ao monólogo de Montenegro.
Como é que chegámos aqui? Hugos Soares, Duartes Marques, Rutes Sousas, Sebastiões Bugalhos, Ritas Matias, zero substância, zero capacidade de raciocínio que não vá além da intriga política, incapacidade total em antecipar cinco jogadas num tabuleiro de xadrez, arrogância, sobranceria, artistas a jogarem com as palavras do pouco vocabulário que dominam.
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Um alegadamente primeiro-ministro que usa o debate sobre "o estado da Nação" para fazer oposição à oposição. Indigência.
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E depois há Hugo Soares e o seu sofisticado raciocínio. Indigência +.
Apresentam-se a votos sem falar em alteração à lei do trabalho, nem pouco mais ou menos;
fazem de conta que a greve geral não foi uma greve geral, um fiasco tal que até fez o partido da taberna mudar de posição, indicador ignorado;
fazem simulação de negociação com uma central sindical, deixando de fora a maior. O argumento é o de que os sindicatos já não são o que costumavam ser, o baixo nível de sindicalização, e tal;
como os sindicatos já não contam para o baralho escolhem "negociar" com o sindicato que conta menos;
regressam à mesa de negociação, contrariados, a pedido do Presidente da República;
continuam a simular negociação enquanto entregam ao sindicato escolhido a versão truncada do discutido;
na iminência de um rotundo "NÃO!" insinuam, em tom de ameaça sonsa, a aprovação no Parlamento a meias com o partido da extrema-direita.
Nos idos do PREC as paredes das cidades apareceram pichadas com "As putⒶs ao poder que os filhos já lá estão".
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