"París. Manifestante sostiene una cruz con la inscripción “el amor triunfará” contra el alto costo de la vida". AFP fotos
Nas presidenciais de 1986 - Freitas, Soares, Pintasilgo, Zenha - as pessoas apareciam nos comícios, arruadas e acções de campanha com as bandeiras e os cachecóis dos clubes de futebol do coração. Não se sabe quem começou ou como começou, e até foi motivo de reportagens em telejornais. Perdeu-se; foi só naquela campanha, vá-se lá saber porquê.
Agora são as bandeiras da Palestina em manifs e concentrações pelo direito à habitação e pela educação para todos. Em Portugal, Espanha, França, Albânia, Bélgica, onde quer que haja contestação. E estas até percebemos porquê, dispensam motivos de reportagem nos telejornais. A reportagem que devia ser feita era sobre como do governo aos jornalistas e comentadores avençados todos usarem o tema da bandeira como forma de desvalorizar o protesto e a contestação. A bandeira de cada um é a bandeira de cada um.
A liderança é dada pelo exemplo, dizem eles.
Aqueles que criticaram o desmantelamento da 'sturmabteilung' 1143, bando de saudosos do bigodinho ridículo que mandou incendiar o Reichstag, a quem a burrice não permite perceber que na sua pureza racial sul europeia/ berbere iam eles próprios também para a fogueira, a de Auschwitz-Birkenau, são os agora indignados com uma manif onde meia dúzia de palermas empunham uma faixa "que arda o parlamento". De fósforos percebem eles.
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Aqueles que menorizaram a tomada de posse de Seguro, que não estava ninguém, que não tinha o apoio do povo, e outras merdas que não lembram a ninguém com os cinco alqueires bem medidos, como forma de disfarçar a abada que levaram do tal povo nas urnas, iludindo que era segunda-feira e o povo trabalha, são os mesmos que faltaram ao trabalho e, pagos pelos impostos dos portugueses, montaram uma pocilga contra Lula frente ao Palácio de Belém, misturando tudo, opções políticas e relações institucionais entre países soberanos, para o caso o maior país da língua portuguesa e uma das maiores comunidades estrangeiras a viver em Portugal, tudo temperado com rajadas de mentira em directo para as televisões. Se calhar ainda vão pedir "ajudas de custo" ao Parlamento por um dia passado na chafurda.
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