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O "capitalismo suicida"

 


 Parece que a chegada de "milhões" [li no outrora Twitter] de imigrantes, de baixas qualificações, para trabalharem num modelo económico em que o socialismo apostou [li no outrora Twitter], o dos baixos salários, que não traz valor acrescentado, fez disparar o preço e as rendas das casas [li no outrora Twitter] para valores que a imigração do trabalho à percentagem e, com muita sorte, salário mínimo, não pode pagar. Deve ser uma nova modalidade de capitalismo, o "capitalismo suicida", se os escravos, trabalhadores, colaboradores só ganham entre 500 a 900 a renda da casa é entre 1000 a 1500.

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 Também li, no outrora Twitter, que se o socialismo não tivesse autorizado a "substituição populacional" à fartazana, os que cá estão recebiam incomparavelmente melhores salários porque os industriais e os agrários empresários se viam na obrigação de abrir os cordões à bolsa.

 E é mato este tipo de análise tuiteira, num leque que vai desde catedráticos do economêz ilusionistas liberais até aos grunhos analfabetos do partido da taberna e punheteiros da "remigração". 

 

 

E assim se destrói um partido fundador da democracia

 


 Esta anunciada chamada de ministros ao Parlamento, "em nome da transparência", lol, por Sebastião Bugalho, agora proclamador-mor do PSD, o mesmo PSD que se absteve na votação final global da revisão da Lei de Estrangeiros em Julho de 2022, tem tudo para correr bem. Diria mesmo mais, tem tudo para correr bem.

 Pedro Frazão, do partido da taberna, já deu o lamiré para o que vai acontecer. O Sebastião de 2024, "o problema não é o excesso de imigrantes, isso não existe, o problema é o excesso de imigrantes que não foram regularizados e protegidos", versus o Bugalho de 2026, o que "acha que a imigração está a pôr em causa a coesão social portuguesa", e ainda a abstenção, lá atrás, em 2022, de que ninguém se esqueceu, à excepção do PSD, e do Bugalho, coitadinho, era pequeno, não se lembra.

 O PSD não vai sair disto chamuscado, não. O PSD vai sair todo queimado. É o que dá em roubar agendas políticas a outros. 

  E assim se destrói um partido fundador da democracia. Não, amanhã não serão milhões.

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O hiato

 


 "Os imigrantes tornam-se um alvo seguro para a frustração de problemas económicos, sociais e mesmo políticos. [...] O imigrante é um [...] 'homem de palha', símbolo espúrio de frustrações reais. E um homem de palha é facilmente aceso nas fogueiras do preconceito. Este mesmo homem de palha - o imigrante, ou 'o problema da imigração' - pode também ser a última melhor arma do. Os políticos que apelam aos preconceitos raciais e étnicos podem escudar as suas diatribes por detrás da armadura do patriotismo."

 "Os INVASORES ISLÂMICOS vivem dos subsídios pagos pelos europeus , mas querem impor as suas leis, VIOLAM as mulheres europeias e até querem ACABAR com o Natal!" 

 "O Islão é uma DOUTRINA INVASORA, que está alicerçada no ÓDIO, na VIOLAÇÃO dos Direitos Humanos, na SUBJUGAÇÃO FANÁTICA das mulheres, na CRUELDADE animal e na PEDOFILIA"; “cobras vestidas de cordeiro que, sob falinhas mansas de HUMANISMO, apenas nos querem escravizar".

 "ESTÃO A ISLAMIZAR AS NOSSAS CRIANÇAS!"

 Entre um texto e outro há um hiato de 25 anos. O que aconteceu dentro da cabeça de Francisco Gomes se calhar nem o próprio consegue explicar.

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Palha para burros

 


 Primeiro estávamos a assistir à "grande substituição", pontes aéreas dos PALOP e do sudeste asiático, aviões cheios de indígenas para parirem nos hospitais do SNS, adquirirem a nacionalidade e coise. O "bar aberto".

 Agora o problema é as gajas, que vinham parir ninhadas de outras cores, afinal vêm é abortar à borla, já não têm filhos, já não há a puta da "grande substituição". É o "turismo do aborto".

 E são dias, semanas, meses, anos nisto, a toda hora, com língua de palmo e meio rajadas de merda atrás de rajadas de merda, sem a mínima coerência, constantemente em contradição, a inventar realidades para ajustar à narrativa. Palha para burros.

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Parecendo que não, esta é uma notícia sobre o partido da taberna

 Diz que o primeiro bombeiro nepalês tomou posse na Moita numa cerimónia que contou com a presença do embaixador daquele país asiático.

 

 "foi o próprio [Raj] a abordar o corpo de bombeiros, mostrando-se interessado em aderir à corporação". "Ele trabalha numa empresa do concelho como mecânico. Tem o seu sustento. Mas mesmo assim fez as provas de admissão, escrita e prática, e ficou aprovado. De realçar que ele nunca tinha sido bombeiro no país de origem e agora quer ajudar a comunidade. É uma honra para nós", disse o comandante da corporação.

 

 "Houve, no entanto, algo que complicou a posse de Raj Bhandari. Tratou-se de uma queixa, anónima, feita ao Ministério da Administração Interna. A participação [...] contestou o facto de um estrangeiro ir entrar na corporação".

 

 E assim, um imigrante que quer ajudar a comunidade onde está inserido, é vítima do discurso do ódio que prejudica a comunidade privando-a de recursos humanos.

 

 Na Moita, onde o partido da taberna venceu nas legislativas; na Moita, onde o partido da taberna elegeu três vereadores em nove; na Moita, onde o taberneiro ficou a escassos 584 votos de António José Seguro na primeira volta das presidenciais.

 

 "Isto não é o Bangladesh", "Os imigrantes não podem viver de subsídios", e o caralho. Percebemos todos?    

 

[Pepe The Frog na imagem]