Os opacos

 


 O Governador do Banco de Portugal, no exercício do mandato, a comprar acções de duas das empresas  que mais estão a lucrar com a guerra inventada pelo cor de laranja no Irão, é a justiça poética que acaba a dar razão às costas de Pedro Delgado Alves na cara de Aguiar-Branco. Se não sabia que não o podia fazer, incapacita-o para o cargo, se sabia e mesmo assim, feito sonso, avançou, é pior a emenda que o soneto.

 Que ficámos a saber da ignorância do Álvaro Miguel nestas matérias explica a razão para o transparente Andrézito avançar com um projeto para limitar o conhecimento público dos doadores dos partidos e regras para jornalistas. E aqui voltamos ao início, ao presidente da Assembleia da República, é que com a total transparência de procedimentos se calhar ficávamos todos a perceber por que razão/ razões são tomadas determinadas opções políticas-governativas e alguma da legislação aprovada.

 [Imagem