Acredite quem quiser

 


O taberneiro, cuja especialidade é encostar a esquerda, do PS ao PCP passando pelo Bloco e pelo Livre, a Cuba, à Venezuela, à Coreia do Norte, foi a correr para Budapeste dizer as habituais inanidades sobre imigração, Islão, cristandade, cultura e valores europeus e o caralho, e aplaudir Orbán a atacar Bruxelas, onde pelos vistos está mal mas de onde não sai nem que o empurrem, e acusar a Europa de não querer a paz na Ucrânia, o que em orbánez significa deixar os ucranianos à sua sorte, entregues ao lebensraum russo e ao imperialismo de Putin. O mesmo Putin de quem todos os amigos, com quem o taberneiro se identifica, gostam, de Trump a Orbán, de Salvini a Le Pen, passando por Fico na Eslováquia e o Bolsonaro no Brasil, mas o taberneiro não. O taberneiro não gosta de Putin e nos debates ninguém lhe pode atirar a Rússia à cara. O taberneiro não gosta de Putin. Acredite quem quiser.

 

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Pelo meio o taberneiro exibiu-se no Xis, inchado que nem um sapo, ao lado de um vigarista que intrujou o próprio povo com uma criptomoeda...