Debaixo da calçada, a praia do PCP

 


 E, quando pensávamos que já tínhamos visto tudo, vemos as redes pejadas de minions do partido que não é putinista, uns com mais outros com menos estudos, a evocarem o Maio de 68 a propósito do Outubro de 26.

 Maio de 68, o do "desvio esquerdista", trotskista/ maoísta/ anarquista, o dos estudantes, não o da classe operária liderado pela sua "vanguarda", ao mesmo tempo que celebram Mélenchon e a "França Insubmissa". Fo-da-se.

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 Qual seria a reacção de Álvaro Cunhal se voltasse e desse com um partido chinês/mélenchonista? 

 

 

Fazer de conta

 


 "Há dinheiro para as armas, mas não há dinheiro para a escola, que não tem aquecimento, que está degradada, com as casas de banho fora de serviço", etc., etc. Esta é a resposta mais comum, dada por estudantes avulso entrevistados pelas televisões, sobre a razão dos protestos. O ponto é que há dinheiro para as armas, mas também há dinheiro para a escola, para o hospital e para a pensão de reforma. A opulência existe, concentrada nas mãos de 1% - o 1% que ganha sempre, ganhe quem ganhar a guerra, e que, quando toca a financiar, faz incidir o esforço sobre os outros, os 99%. Vamos continuar a fazer de conta que a questão não é saber qual é o modelo de sociedade que pretendemos.

 [Link na imagem] 

 

 

O abóbora

 


 "[...] saúdo o Governo e o Partido Socialista pelo caminho de aproximação que têm vindo a fazer tendo em vista a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano".

 Viabilizar um Orçamento do Estado pela abstenção, a troco de se ser ouvido numa futura revisão constitucional, que não foi a votos nas legislativas e da qual se estava excluído à partida, não é um caminho de aproximação, é outra coisa qualquer.

 Este senhor foi eleito por 3.505.846 votos num universo de 5.519.808.

 [Imagem de autor desconhecido] 

 

 

O eucalipto

 


 Rematámos mais à baliza em 45 minutos de jogo no Dragão contra a Noruega que nos últimos cinco anos com cruzamentos para o umbigo de Ró náldo, como dizem nas televisões. O Ró náldo, como dizem nas televisões, que optou por apanhar o jacto privado para Riade a tempo de ficar a ver Pedro Proença dobrar a espinha até tocar com o nariz no chão numa vénia a Ró náldo, como dizem nas televisões, e elevá-lo ao estatuto de bandeira. Para bom entendedor e para quem gosta de futebol...

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"Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu", vox pop

 


 "Brutal Repression of Teenagers". "As palestras francesas sobre direitos humanos não têm credibilidade enquanto o Estado se apoiar na militarização da polícia para gerir as suas falhas internas".

  A primeira página do oficialíssimo Tehran Times. Diz o povo, na sua imensa sabedoria, "quem não tem vergonha, todo o mundo é seu".