Vivi para ver uma preta, angolana, nascida em liberdade, ter saudades dos "assimilados" e da chibata de Salazar; vivi para ver um comunista, crescido em liberdade, ter saudades de um país - RDA, onde quem apanhava táxi só precisava dizer o nome ao condutor que ele levava-o, directamente e sem hesitar, até à porta de casa.
Houve Amílcar Cabral, houve Aristides Pereira, houve Agostinho Neto, houve Lúcio Lara, houve Mário Pinto de Andrade, houve Eduardo Mondlane, houve Marcelino dos Santos, houve Samora Machel, e até o muro de Berlim caiu para o lado de cá, para o lado da "saudade".
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