"Não acham que a televisão pública precisa de uma limpeza urgente? Não podemos continuar a pagar salários a activistas mascarados de jornalistas", reclama o taberneiro num vídeo, entretanto apagado, onde Ana Romeu, correspondente da RTP em Madrid, em directo de uma frente de incêndio diz "e disse que o negacionismo mata, o negacionismo de direita é o principal combustível destes fogos".
Uma pessoa normal perguntava se "e disse" quem é que disse? Não foi a jornalista, que está citar alguém, caso contrário não começava a intervenção com "e disse", o vídeo está manipulado. Uma pessoa normal, não os comedores diários da palha fornecida pelo taberneiro e restantes apóstolos, replicada pelas centenas de bots nas redes.
É que a direita, além de negacionista, é manipuladora. O modus operandi é atacar e descredibilizar os órgãos de comunicação social, sobretudo se forem públicos, o "jornalixo", para melhor disseminar a fake new e a boataria. A seguir atacar e descredibilizar as instituições do Estado de direito democrático para preparar a aceitação do "homem providencial".
Ninguém aprendeu nada com as lições da História, Alemanha, anos 30 do século XX. A começar pela direita, alegadamente democrática, a direita do economez, que cumpre a agenda da extrema-direita.
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Ana Romeu estava a citar de cor o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez.
